No primeiro trimestre, Arte Despertar impacta mais de 5 mil pessoas nos hospitais

05/04/2018

Atendimento Tide Setúbal

 

O Projeto Promovendo Cultura nos Hospitais iniciou o ano com força total e já impactou 5.164 pessoas nas sete instituições de saúde onde atua na capital paulista.

São pacientes, acompanhantes e profissionais da saúde que, após participar das intervenções com narrações de histórias apoiadas pela música, passam a nutrir uma convivência mais harmoniosa e a revigorar o que está saudável dentro de si próprios.

Ao se conectar às histórias de vida de cada paciente, as narrativas contribuem para aumentar a autoestima e contribuem para a recuperação da saúde dessas pessoas, transformando todo o ambiente hospitalar.

“Enquanto os médicos atuam naquilo que está doente, nossa grande missão é resgatar em cada um dos pacientes aquilo que está saudável dentro deles. Para isso, procuramos conhecer as suas histórias de vida, bem como entender o momento que estão vivendo na instituição de saúde para, a partir daí, escolher no nosso repertório de histórias e músicas capazes de tocar o íntimo desses pacientes”, explica Kelly Jardim, uma das arte-educadoras da Arte Despertar que atua nos hospitais.

Uma dessas pessoas impactadas foi o paciente Gerdeselon Rodrigues da Silva, internado no Incor depois de sofrer um infarto. Após uma cirurgia bem-sucedida, ele recebeu com alegria a dupla de arte-educadores, que narrou histórias que o fizeram refletir sobre como aquele momento era passageiro e importante na sua trajetória.

Em seguida, emocionou-se sob os versos de “Carinhoso”, de João de Barro e Pixinguinha, e de “Como é grande o meu amor por você”, de Roberto Carlos.

“É muito triste ficar deitado numa cama de hospital, ninguém gosta. Quando vocês chegam, a gente esquece a tristeza que está aqui dentro”, comentou Gerdeselon Rodrigues.

Para a coordenadora de Humanização do Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp), Maria Helena Sponton, o Projeto Promovendo Cultura nos Hospitais é parte fundamental nas estratégias de humanização do hospital.

“A Arte Despertar tem um trabalho sério e profissional. Você percebe que os profissionais sabem toda a parte teórica, a fundamentação do que estão fazendo. Eles têm um planejamento. Não é simplesmente contar histórias e cantar, têm estratégias para chegarem ao paciente de maneira assertiva. Isso é fundamental”, destaca Maria Helena.

Participam os seguintes hospitais: Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC), Hospital Infantil Darcy Vargas, Hospital Municipal Tide Setúbal, Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Incor) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

O Projeto é realizado com o apoio da Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, e conta, em 2018, com o patrocínio de pessoas físicas e das empresas ABL Antibióticos do Brasil, Bexs Banco de Câmbio, Brabus Mitsubishi Motors, Bristoll Myers Squibb Brasil, Central de Funcionamento (CDF), Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, Companhia Nitro Química Brasileira, Drogaria São Paulo (Grupo DPSP), Grupo Ultra, Magazine Luíza e Vidroporto.

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