Atendimento nos hospitais impacta mais de 36 mil pessoas em 2018

10/01/2019

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Pacientes, acompanhantes e profissionais da saúde de sete hospitais públicos e filantrópicos tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho que a Arte Despertar realiza há 21 anos com narração de histórias e música.

Os atendimentos, que acontecem duas vezes por semana em cada instituição, são feitos a partir de repertórios estrategicamente selecionados para causar um impacto positivo nessas pessoas e dar um outro significado aos momentos vividos no hospital.

“A Arte Despertar tem um trabalho muito sério e profissional. Eles sabem toda a parte teórica e fundamentação do que estão fazendo. Não é um simples contar de histórias, não é uma simples música. Eles têm estratégias para chegarem até o paciente”, relata Maria Helena Sponton, coordenadora de Humanização do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo).

Para a arte-educadora Kelly Jardim, especializada em narração de histórias, o principal papel das intervenções nos hospitais é fazer os pacientes despertarem para aquilo que está saudável dentro deles. “É como se a história pegasse a pessoa no colo e a transportasse daquele momento de dor, a reconectando com a sua própria história de vida. Ela lembra que tem inúmeros outros capítulos para além da doença e a partir disso fortalece nela o que está saudável”, resume.

O relato de Reginaldo Aparecido, pai de um paciente de 19 anos, que está em tratamento no Icesp, é emblemático sobre o quanto as narrações de histórias e as músicas são capazes de contribuir para a recuperação da saúde. Reginaldo se emocionou com o filho ao ouvir a história do vaso quebrado, que simbolizava a fase que estavam vivendo. O filho acabara de sofrer uma cirurgia delicada para a retirada de um tumor e aquela simples história contextualizaria a maneira de encarar a sua vida dali em diante.

“Às vezes a gente tem um defeito ou outro ou perde alguma coisa em nós e acredita que está tudo perdido. E essa história nos restaurou de forma muito motivadora mostrando que somos muito mais do que um vaso trincado”, refletiu o pai, ao comentar como a intervenção com narração de histórias mudou a sua perspectiva e a do seu filho em relação àquele momento delicado vivido no hospital.

Para possibilitar que essas e outras pessoas sejam impactadas nas instituições de saúde todos os anos, o Projeto é realizado via Lei Rouanet e em 2018 contou com o patrocínio de pessoas físicas e das empresas ABL Antibióticos do Brasil, Bexs Banco de Câmbio, Brabus Mitsubishi Motors, Bristoll Myers Squibb Brasil, CDF., Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, Companhia Nitro Química Brasileira, Drogaria São Paulo (Grupo DPSP), Grupo Ultra, Magazine Luíza e Vidroporto.

Participam os seguintes hospitais: Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC); Hospital Infantil Darcy Vargas; Hospital Municipal Tide Setúbal; Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (IC); Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP); Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InCor) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

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