Arte Despertar leva curso gratuito de contação de histórias para cerca de 400 pessoas em 2017

16/01/2018

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Permitir que indivíduos com as mais variadas histórias de vida possam se encontrar, trocar experiências, conhecerem melhor a si mesmos e, assim, serem apresentados naturalmente a novas possibilidades e caminhos até então inimagináveis. Essa foi a proposta do Curso de Contação de Histórias, realizado pela Arte Despertar para 396 pessoas em oito espaços culturais e cinco hospitais em 2017.

Com carga horária de 24 horas e aulas semanais, o objetivo foi trabalhar a potencialidade das narrativas de literatura oral como uma ferramenta de aproximação, comunicação e expressão.

Para isso, uma dupla de experientes narradores de histórias apresentou fundamentos, técnicas e benefícios de se trabalhar a narrativa oral, assim como a relevância da contação de histórias para o autoconhecimento e o desenvolvimento de competências e habilidades.

“Para contar contos, a princípio achei que seria necessário apenas saber ler com os olhos e falar com a boca. Mas logo percebi que era preciso conhecer os corações. Era necessário alcançar as almas. Era preciso abrir os olhos de dentro. Percebi que tinha que usar a emoção. Por isso, o corpo todo era instrumento. Foi uma aventura fantástica! É difícil até transformar em palavras, você precisa viver essa experiência”, destaca Josiana Franco, participante do curso na Casa das Rosas

Nas instituições de saúde, o curso costuma ganhar contornos ainda mais especiais, à medida que promove o autoconhecimento do profissional da saúde e o desperta para habilidades, que são capazes de transformar a sua atuação no ambiente hospitalar.

Expressar as emoções, melhorar a comunicação, elevar a autoestima e trabalhar a timidez são apenas alguns dos benefícios adicionais propiciados pelo curso.

“Cada encontro foi fundamental para me fortalecer e aprender a conhecer eu mesma e o mais difícil, o próximo”, relata Letícia Torres Quadros Nunes, participante do curso no Núcleo Técnico e Científico de Humanização do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

As atividades são gratuitas, abertas ao público em geral, e as vagas restritas a 25 alunos por curso. O projeto é realizado no âmbito do Programa de Ação Cultural (ProAc-SP) da Secretaria da Cultura do Governo de São Paulo, com patrocínio da Track and Field, UBV e União.

Receberam o curso em 2017 os espaços culturais Biblioteca São Paulo, Biblioteca Parque Villa Lobos, Casa das Rosas, Instituto Tomie Ohtake, Museu da Pessoa, Vocação, Centro Cultural Aúthos Pagano e Ibeac (Litera Sampa). Já nas instituições de saúde, participaram os profissionais do Hospital Infantil Darcy Vargas, Hospital Infantil Sabará, Instituto Brasileiro de Controle do Câncer, Núcleo Técnico e Científico de Humanização do Hospital das Clínicas e Autarquia Hospitalar Municipal.

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